1.500 participantes e três consensos

O Dia Mundial Contra o Câncer de Mama, 19 de outubro, coincidiu com o encerramento do I Congresso Português de Mama, um evento sem precedentes que, de acordo com Carlos Oliveira, presidente da Sociedade Espanhola de Senología e Patologia Mamária (SESPM) e gestor da iniciativa, superou as expectativas porque forneceu uma perspectiva multidisciplinar do tema

O I Congresso Português de Mama conclui com sucesso: 1.500 participantes e três consensosUma das mesas do I Congresso Português de Mama. Foto fornecida pelo gabinete de imprensa do evento.

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“Esperávamos entre 900 e 1.000 participantes, mas já ultrapassado os 1.300 e, com 200 pessoas da indústria, tivemos momentos em que éramos 1.500 pessoas no Centro de Convenções IFEMA; eu acho que foi um sucesso, não tanto do congresso como tal, mas do modelo de congresso”, afirmou a EFEsalud o doutor Carlos Vázquez.

A chave desse sucesso para o especialista tem sido a organização de um evento de caráter multidisciplinar , em que cada um especialista em uma matéria que se relacione, em maior ou menor grau com patologia mamária “sempre lotado, opinião e aprendido”.

Os consensos

Um dos principais resultados do I Congresso Português de Mama é o desenvolvimento de três consensos que repercutirão na abordagem geral do câncer de mama.

Trata-Se do consenso sobre a biópsia seletiva do gânglio sentinela, o acompanhamento de pacientes e o da interação entre a fertilidade e a doença.

Carlos Vázquez, considerando que esses consensos foram estabelecidos durante as jornadas “, com opiniões diversas, muita participação e com a conclusão final de como fazer as coisas”.

“Foram estabelecidas as estratégias que recomendamos aos membros de uma sociedade científica. De alguma maneira, estamos sugerindo que, quando houver um problema em que esses três aspectos, siga a legislação que ministraram os especialistas reunidos no congresso nacional”, enfatizou Oliveira.

Sobre o gânglio sentinela

A técnica do gânglio sentinela, um dos temas mais esperados do congresso, é a que consiste em injetar no tumor uma molécula tingida com contraste, que se comporta como uma célula maligna, que viajará para a primeira estação em três pilares. Se o extirpá-la, não se encontram células malignas, o risco de disseminação para outros gânglios será mínimo, pelo que não será necessário remover o resto de nós.

O doutor Vázquez afirmou que durante o encontro não só foram unificadas ideias sobre esta técnica, mas também avançaram.

Além disso, considerando que, surgiram novos aportes “e falou-se da não necessidade de se fazer a biópsia de um gânglio sentinela porque as técnicas de imagem melhoraram significativamente”.

Diagnóstico precoce

Outro tema que ganhou destaque nas sessões é o diagnóstico precoce, de acordo com o dr. Carlos Oliveira, que foi manifestado, que é um elemento que permite aumentar a sobrevida por câncer de mama “notavelmente”.

A idéia de que houve é criar programas específicos para essas mulheres em alto risco para o fator hereditário e “insistir na recomendação, seja qual for a idade, consultar imediatamente um especialista diante da presença de um nódulo mamário”, indicou Vázquez.

Mais conclusões

Carlos Oliveira, presidente do I Congresso Português de Mama, resumiu as temáticas e conclusões que foram tratados neste evento:

  • “Estratégias coordenadas em estádios iniciais. A conveniência de dar ou não quimioterapia em alguns momentos. Tem-Se discutido se é necessária a quimioterapia nestes pacientes”.
  • “O tratamento sistêmico primário. Se analisou a quimioterapia primária, com o fim de tentar evitar a mastectomia, ou seja, para reduzir o tamanho do tumor”.
  • “A limitação da necessidade de se fazer a biópsia de um gânglio sentinela e em que ocasiões há que recorrer ao esvaziamento dos gânglios quando há uma deficiência importante do sentinela”.
  • “Sobre o tratamento radioterápico foi tratado a limitação de campos e, em muitos casos, o papel que pode ter a radioterapia em substituição à cirurgia quando há um comprometimento axilar”.
  • “As contribuições da indústria que têm sido notáveis, especialmente no tema da tomosíntesis, que é a maior definição de uma lesão suspeita na mama e a sua aplicação aos programas de rastreio”.
  • “A redução de dose de radiação em mamografias e os avanços no diagnóstico invasivo, não cirúrgico de lesões suspeitas, o que é fundamental para determinar se uma lesão é de tumores ou não e o que se pode fazer através de métodos de radiologia intervencionista”.
  • “As novas técnicas complementares do uso de gordura autóloga nas reconstruções de mama após mastectomia”.

Carlos Vázquez destacou o fórum de unidades de mama no participaram médicos, coordenadores de unidades e pacientes de diversas associações. “Eu acho que abordou todos os temas relacionados com a patologia mamária. Ao final, a indústria e a comunidade científica nos convidaram a fazer a segunda versão, dentro de dois anos”, concluiu.

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