1 em cada 3 está em idade fértil

O câncer de mama em mulheres jovens experimentou um ligeiro aumento nos últimos anos em Portugal: um em cada três casos diagnosticados se dá em idades abaixo dos 45 anos, quando ainda se está em fase reprodutiva e as causas estão nas mudanças sociais e culturais das últimas décadas

Aumenta o câncer de mama em mulheres jovens: 1 de cada 3 está em idade fértilA presidente do PP de Madrid, Esperanza Aguirre (2i), acompanhada, entre outros, da doutora Marina Pollán (i), o presidente do Grupo Português de Investigação em Cancro de Mama (GEICAM), Miguel Martinho, Ana Lluch (2d) e Josefa Madrid (d), durante a apresentação nesta manhã em Madrid do estudo de GEICAM. EFE/Fernando AlvaradoCrianças superdotadas, e de uma infância diferente

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O ritmo de vida atual, mudanças na dieta, a renúncia a maternidade ou o atraso na idade em que a mulher tem o primeiro filho são alguns dos motivos que explicam esse aumento, segundo recolhe o projeto “O Álamo III”, o terceiro de uma série de estudos realizados pelo Grupo Português de Investigação em Cancro de Mama (Geicam), apresentado hoje em conferência de imprensa.

O estudo, que coleta dados demográficos e terapêuticos 10.675 pacientes com câncer de mama em 35 hospitais, durante o período 1998-2001 e sua evolução até o ano de 2007, destaca-se o aumento dos casos diagnosticados em fases menos avançadas, o que, segundo o doutor Miguel Martín, presidente Geicam, se deve a dois motivos: as mamografias e a maior conscientização das mulheres espanholas.

Precisamente neste ponto tem incidido a tal da Comunidade de Madrid, Esperanza Aguirre, que foi valorizada que aumentaram 21% das revisões ordinárias na região a poucos meses de ser diagnosticada com câncer de mama e animara as cidadãs a se submeter a essas revisões.

A presidente do PP em madrid, que foi atendida pelo dr. Martin no Gregorio Marañón, salientou que “é a possibilidade que nós demos aos moradores de escolher o médico e o hospital me foi muito útil.”

Isso, juntamente com a melhoria das opções de tratamento complementar, tem sido um aumento da sobrevivência aos cinco anos de 75 a 87%, uma taxa acima da média europeia e próxima a países como a França ou a Suécia, explicou a doutora Marina Pollán, do Centro Nacional de Epidemiologia do Instituto de Saúde Carlos III.

Esta pesquisadora insistiu em que a sobrevivência tem muitos que ver com os estádios em que se diagnostica o câncer, de tal forma que as recaídas são muito ligadas a como estava estendido o tumor em seu diagnóstico.

A doutora Lluch assegurou que o câncer de mama não é uma entidade, mas muitas entidades diferentes, “tantas como pacientes temos”, e explicou que hoje em dia são classificados em subtipos com base na genómica -as que possuem receptores hormonais, as que não têm (triplo negativo) e as que sobreexpresan o HR2-, o que permite personalizar os tratamentos.

Outro parâmetro de qualidade que põe de relevo o estudo é o elevado percentual de mulheres que se submetem a uma cirurgia conservadora (45,8%), 25,5 % a mais do que há dez anos. “Não se trata apenas de curar, mas de deixar a paciente como estava”, salientou o dr. Martin.

O trabalho também revela um aumento no uso da radioterapia(11 %); na quimioterapia como tratamento complementar e a hormonoterapia, este último devido à maior proporção de pacientes em que se lhes identifica os receptores hormonais.

A este respeito, a doutora Lluch assinalou que estes testes não há que fazê-los para todo o mundo e só 15 % necessitaria submeter-se a eles.

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