16 milhões de pessoas que recebem tratamentos anti-retrovirais

Quase 16 milhões de pessoas que recebem tratamentos anti-retroviraisImagem do vírus da Imunodeficiência Adquirida, HIV, em uma mostra interativa sobre a AIDS. EFE/Montserrat T Dez

Artigos relacionados

Cesida pede universalizar o teste do HIV em centros de atenção primária

Terça-feira 20.10.2015

Transtornos mentais e HIV: doenças que se retroalimentam

Segunda-feira 05.10.2015

Depois de 12 anos sem medicação, uma jovem francesa não apresenta vestígios de HIV

Terça-feira 21.07.2015

Mulheres e HIV: maternidade, prevenção e preservativo

Terça-feira 21.07.2015

A ONU pede medidas urgentes para evitar um crescimento da aids

Quinta-feira 25.06.2015

O relatório anual da agência das Nações Unidas contra a Aids, UNAIDS, determina que as novas infecções caíram 35%.

Segundo as últimas estimativas globais, que tomam os dados de 2014 e projeções sobre 2015, o número de novas infecções anuais situa-se em dois milhões.

A multiplicação dos tratamentos dos que se beneficiam agora 15,8 milhões de pessoas, tem também relação direta com a diminuição de 42% de mortes, desde o máximo observado em 2004.

ONUSIDA trabalha com uma estratégia que foi chamado de “resposta rápida” para atender, em cinco anos, objectivos tão ambiciosos como que 90 % de todas as pessoas com o VIH saibam que estão infectadas, e que 90 % de portadores tenham acesso a um tratamento.

Uma enfermeira pratique um teste de HIV em Tegucigalpa (Honduras). Efesalud.com

No momento, a nível mundial, as novas infecções caíram para 2 milhões, em 2014, em frente ao pico de 3,1 milhões alcançado no ano 2000, enquanto que o número total de portadores do HIV é de 36,9 milhões.

A maior parte desses portadores do HIV estão na África subsaariana (25,8 %).

Situação na América Latina

No caso da América Latina, a situação é mais complexa, pois menos da metade dos adultos infectados têm acesso a tratamento, segundo revelou o diretor executivo do UNAIDS, Michel Sidibé.

A cobertura de tratamento chega a 47 % dos adultos e 54% das crianças de até quatorze anos, na América Latina, onde, no ano passado, viviam cerca de 1,7 milhões de portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Michel Sidibé, disse que tanto a América Latina e o Caribe constituem uma região onde esta doença “pode-se colocar sob controle”, já que ali afeta principalmente pessoas excluídas, como viciados em drogas, assim como a homens homossexuais, profissionais do sexo e travestis.

“Eu sou muito positivo, porque sabemos que os serviços existem e o compromisso também. Venho de Cuba e é incrível o que tenho visto (…) já não há bebês portadores de hiv, 80% da população tem feito testes para descartar o vírus e 90% de infectados está em tratamento”, disse.

Os tratamentos

O diretor do UNAIDS sublinhou que nesta luta o financiamento para ampliar o acesso aos tratamentos é importante e rentável porque, por cada dólar investido na luta contra a aids, o desempenho é de 17 dólares.

Imagem de umas mãos com luvas segurando uma prova realizada de HIV

Segundo Sidibé é favorável a utilização de todas as ferramentas existentes para evitar o contágio.

Uma dessas ferramentas é o medicamento Truvada, utilizado como profilaxia do vírus ainda que “não há que abandonar o preservativo porque contam com um arsenal vasto que já permite reduzir as novas infecções”.

Além disso, Sidibé revelou que está testando um novo tratamento que consiste em uma injeção a cada dois meses, o que poderia estar pronto daqui a um ano, mas antecipou que, numa primeira fase, seu preço será muito alto.

Sobre uma futura vacina contra a aids, espera-se que esta seja produzida em menos de quinze anos, embora o diretor do UNAIDS afirma que uma cura para o vih pode encontrar-se ainda antes.

VII Congresso GeSIDA

Gesida apresentará na próxima semana em seu VII Congresso da prevalência das infecções de transmissão sexual que os novos diagnósticos de HIV.

Este estudo foi realizado por Gesida, Grupo de Estudos de AIDS da Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (Seimc), a partir de uma amostra de 1.629 pacientes.

Um dos principais dados apresentados neste relatório é que 38% dos novos diagnosticados HIV apresenta infecção de outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis (48 %), gonococia (23 %) ou clamidiasis (29 %), o que representa um problema de cada vez “mais relevante” porque estas patologias facilitam a transmissão do vírus.

Neste sentido, o estudo mostra que o 97,5 % dos co-infectados eram homens, dos quais 95 % praticava sexo com outros homens, com uma idade média inferior a 40 anos em 80% dos casos.

(Não Ratings Yet)
Loading…

Leave a Reply