50 Congresso de Cirurgia Plástica, a reconstrução de mama

Reconstrução de mama, tema estrela do 50 Congresso de Cirurgia PlásticaFotografia de uma intervenção cirúrgica. Cedida por Secpre/EFE

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O cirurgião plástico Javier da Fonte, coordenador do congresso, explicou a EFEsalud como evoluiu a forma de enfrentar as operações de caixa como conseqüência de um câncer de mama: há alguns anos “ao remover o peito deixava uma cicatriz horrível e não se realizava a reconstrução até que não passavam uns dois anos, quando já tinham terminado todos os tratamentos contra o câncer”.

Agora, acrescenta, as intervenções neste campo mudaram porque a própria mastectomia se faz a reconstrução.

De acordo com dados fornecidos no congresso, “de 25.000 casos diagnosticados a cada ano, cerca de 16.000 acabam em uma mastectomia, mas menos de 2.000 são operadas de uma reconstrução mamária no momento”.

Além disso, de acordo com declarações do secretário-geral da SECPRE, César Casado,uma em cada oito mulheres sofrerá um câncer de mama ao longo da sua vida “e não se lhes está a oferecer um tratamento integral”, que implica a reconstrução da mama.

O doutor da Fonte ressalta que “isso não significa que a operação já terminar aí, mas que muitas vezes é necessária uma intervenção mais, embora mais pequena, na qual se reconstrói o mamilo e a aréola através de enxertos, retalhos e tatuagens”.

Outro dos assuntos em destaque do congresso sobre a cirurgia reconstrutiva, segundo o cirurgião, é o das intervenções de cancros de pele de todo o tipo, entre os quais sobressaem “o melanoma, carcinoma epidermoide ou o carcinoma basocelular”, os quais, dependendo da agressividade do câncer são utilizados enxertos ou retalhos -pedaços de músculos, ossos ou pele – do mesmo paciente para reconstruir aqueles defeitos que restarem após as intervenções.

A evolução da cirurgia

O objetivo deste encontro médico é expor as técnicas mais inovadoras no campo da microcirurgia, a utilização de novos materiais na cobertura de mama em radioterapia e uso de enxertos de gordura, uma técnica que evoluiu e que consiste em extrair a gordura do próprio paciente e injertársela “em uma área em que tenha déficit de volume”, segundo Xavier da Fonte.

Além disso, este evento que reúne mais de 250 especialistas, conta com uma dúzia de mesas redondas em que se abordam outros assuntos de interesse, como são o presente e futuro do uso de células-tronco, a cirurgia da mão, a reconstrução de pescoço e cabeça ou a utilização da realidade virtual, em intervenções ou a impressão em 3D de partes do corpo com tecidos vivos.

Cirurgia plástica e cirurgia estética

No âmbito da cirurgia estética das intervenções mais realizadas, de acordo com o último relatório estatístico da SECPRE, são o aumento ou redução de mama, à lipoaspiração, rinoplastia, as otoplastias, os liftings ou blefaroplastias (bolsas dos olhos), mas, segundo o doutor, o campo da cirurgia plástica “é um grande desconhecido”.

“Os médicos desta especialidade reconstruímos áreas que têm sido afetadas por outra cirurgia por um câncer ou por um acidente, chegando a operar mesmo corpo, como braços e pernas, embora muitos pensem que isso é trabalho dos quiropráticos”, esclarece a Fonte.

Outro dos debates marcantes do encontro é no que diz respeito à regulação por lei de cirurgia estética em Portugal, com o fim de acabar com a intromissão. Segundo o médico, o paciente deve saber que “há muitas pessoas que não são médicos e realizam operações em locais que não sejam hospitais, como por exemplo, a injeção de silicone para aumentar o peito ou os casos intermediários como certos cirurgiões que realizam estas operações em bloco operatório, sem a posse do título adequado”.

Materiais inovadores

Dentro deste congresso há lugar, também, como cada ano, para uma exposição de produtos relacionados com a cirurgia plástica. Segundo a Fonte, este espaço abrange todo o tipo de instrumental cirúrgico, como, por exemplo, próteses, lasers ou bisturíes elétricos, mas também , outras inovações no campo da cirurgia plástica como as novas aplicações informáticas ou as peças de roupa que são utilizados no tratamento pós-cirúrgico.

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