As jovens Ana Maria, o câncer parou em seco, mas o derrotaram

Ana, de 16 anos, e Maria, de 28, tiveram que enfrentar um câncer desde sua adolescência e juventude, respectivamente; a doença das parou em seco, mas reagiu e venceu. Esta é a sua experiência de luta, aprendizado e superação

As jovens Ana Maria, o câncer parou em seco, mas o derrotaramAto de celebração da sobrevivência contra o câncer/EFE/Emilio Naranjo

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“Quando você é jovem ou adolescente e se diagnosticar um câncer, a sua vida está em seco, tudo é câncer”, você se sente só, perde a sua independência, parte de seus amigos, seus estudos… e ninguém te entende.

Estes são alguns dos sentimentos que enfrentam a maioria dos jovens que são diagnosticados com câncer na infância e adolescência e, no Brasil, são cerca de 500 por ano.

Ana, 16 anos, sarcoma de Ewing

Aos 16 anos, depois de sete meses de diagnósticos errados, Ana disseram-lhe que tinha câncer. Era um sarcoma de Ewing, um tumor cancerígeno que se desenvolve nos ossos ou nos tecidos moles vizinhas.

“Eu tinha uma protuberância nas costas do tamanho de uma bola de golfe que me doía”, explica a Efe.

Seus pais insistiram para que ele o extirparan e aí tudo começou.

“Me senti bem e só me preocupava com a cicatriz que eu ia ficar”, afirma Ana, que agora, aos 22 anos, o vê com outra perspectiva.

Em seguida, veio a quimio. “Um ano inteiro e dois ou três meses de rádio”.

A Ana lhe custou vários anos de compreender que teve muita sorte, que poderia ser tratada no Hospital pediátrico Menino Jesus, que, além de contar com uma sala para adolescentes, estava na mesma cidade em que morava, o que facilitou o contato com seus amigos.

É uma idade “muito difícil”, em que se distancia de seus pais e, de repente, passas a depender completamente deles, “até para banho”.

Recusou-Se a receber ajuda psicológica durante o tratamento e se apoiou em dois amigos que conheceu no hospital, com os quais pude compartilhar o que sentia. Até que um deles morreu.

Então, pediu ajuda. “Eu não podia falar com ninguém da morte de um amigo, porque ninguém me entendia”.

Maria, 28 anos, linfoma de Hodking

A Maria faz um ano foi diagnosticada com um linfoma de Hodgkin, um câncer do sistema linfático. Tinha 28 anos e, os médicos também demorou muito a descobrir.

Oito meses em que sofreu comichão em todo o corpo, perdeu muito peso, tinha febre, foi diagnosticada com sarna, stress, vasculite, nervos…

Até que um dia ele plantou em urgências e disse que não se movia, até que lhe dissessem que eu tinha. Uma radiografia de tórax foi o suficiente.

“Eu aderiram e aí que tudo começou”, recorda, em declarações à Efe.

No total, foram doze sessões de quimio de quatro horas cada um” “que eu já superado fisicamente, mas não psiquicamente” e agora se apóia em uma psicóloga “que sabe o que está falando”.

Maria começou a escrever um blog, contava sua experiência e a “encontrar” pessoas que estivessem passando pelo mesmo que ela.

“Eu tinha muitas perguntas que meus médicos não me podiam responder; são médicos, não tenham passado por um câncer, apenas alguém que tivesse passado por isso me podiam ajudar”, insiste.

Por sua idade, a trataram em uma unidade oncológica de adultos: “Foi horrível, estava fora de lugar, rodeada de pessoas mais velhas, me olhavam com cara de pena…”, diz Maria, que, como Ana reclama que os hospitais tenham espaços, especialistas e tratamentos específicos para jovens.

“Eles precisam de consoles, internet, pessoas de sua idade, voluntariado jovem…, reivindicada.

Unidos contra o câncer juvenil

Agora, superado o câncer, Ana e Maria colaboram com a Associação espanhola de Adolescentes e Adultos jovens com câncer (AAA), criada em 2011 para unir esforços, otimizar recursos, criação de protocolos de actuação e de centros de referência e agrupar toda a informação disponível sobre as necessidades, direitos e melhorias para o tratamento e atenção aos adolescentes e jovens com câncer.

Esta Associação será apresentada a segunda edição mundial do “Curso sobre Adolescentes e Jovens com câncer” que hoje e amanhã celebra-se em Madrid e em que mais de 200 especialistas analisam a necessidade de que este grupo tenha atenção específica.

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